Os Amigos

Vamos, amigos, ainda temos muito a dizer e escutar.
Vamos, amigos, ainda temos muito a fazer e doar.
Vamos, amigos, ainda temos muito a recordar e sonhar.
Se formos juntos, o tempo estará sempre a nosso favor; chegaremos em breve e nos protegeremos uns aos outros nesta jornada que o tempo chama de vida.
Se fizermos juntos, a maior força estará ao nosso lado. Venceremos com facilidade os desafios do nosso tempo.
Se sonharmos juntos, a alegria nos fará companhia, e seremos apenas largos sorrisos.
Dos amigos, recordo os risos, os tropeços, as mentiras, as verdades, os tristes momentos; tudo faz parte desta vida que segue entre a saudade e a necessidade de se ver e se ter.
Ter amigos é ter o que sempre se deseja, o agora, para agora mesmo.
Os amigos são coisas da alma, e as coisas da alma não se perdem; e o que se perdeu pode ser encontrado, pois olhos amigos procurarão por lugares que até teus próprios olhos esquecerão de buscar.
Cubro os olhos sem medo e abro os olhos da alma, se puder contar com a ajuda de um braço amigo que me guie.
Com meus amigos, irei longe, com a certeza de que descansarei em segurança num bom lugar.
Com meus amigos, chegarei, pois sei que, se me faltarem forças, terei um ombro onde me encostar.
Ainda digo:
Se for para não dizer nada, nada direi. Se for para repetir, repetirei. Se for para acreditar, nem precisa pedir; já acredito.
Se os tenho, foi por escolha. Se ainda os tenho, é pela lealdade. Se os perdi, foi por decisão do destino.
É uma mistura de receber, escolher e doar, em que, no final, perder é a consequência — sem mágoas, mas com tristeza.
Meus amigos não me coroam com espinhos, mas com doces beijos da amizade e do respeito.
Vê-los é sorrir com os olhos da saudade.
Tê-los é acreditar que a vida me foi verdadeira.
Amá-los é ter o privilégio de saber que minha alma não será esquecida.
Perdê-los é carregar a saudade mansa que, à espera de um novo tempo, será novamente relembrada.
Ainda digo:
Se um dia me perguntares o que fiz com meus amigos, direi: usei-os com o coração, ouvi-os com os olhos do respeito e compreendi-os com o dever da amizade.
Abraço os amigos como abraço o tempo.
Sei que os perderei a todos, e todos um dia me perderão.
É a magia do destino que a vida serena e doce nos oferece e, com o coração desprotegido, agradecemos.
Ainda digo:
Não importa; a vida me ensinou que, de tudo o que tenho, um dia nada terei, pois, na verdade, somos todos iguais e vivemos para um único propósito: sermos amigos do tempo e pelo tempo que temos.
Nossos laços de amizade nunca serão desfeitos, pois, quando permitimos uma amizade, jogamos ao longe o segredo do nó.
Amigos são eternos, e eterna é a amizade.
Ainda digo: amo vocês.
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